quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

... minha prima

"Gaivota!

És perfeita quando voas

Rasante as asas estendidas sobre os mares

Passas devagar cortando com pureza os céus.

O teu grito, parece que carrega uma saudade.

Talvez recordes outras pátrias,

Outras eras, outras pedras, outros mares,

Mas nas linhas transparentes de tuas asas

Cantam acordes de leveza breve

Quando livre vagueias pelo azul.

Ao te ver assim em liberdade

Sinto-me pequena, limitada,

Ao cárcere do corpo aprisionada

E tenho ânsias de partir pela amplidão.

Ah! Se eu pudesse voar com tuas asas

Plagas distantes então visitaria

Na curva azul do céu me perderia

Entoando meu canto de saudade.

E longe das tristezas desta terra

Pelos espaços da manhã marinha

As fronteiras do mundo atravessando

Mais uma gaivota contaria

E entre todas a mais feliz seria."

2 comentários:

Sandra disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Flor de Maracujá disse...

Voa gaivota, voa
Mergulha na brisa do mar
Observa a tempestade que se vai
As nuvens negras da saudade
Sê testemunha do arco-íris
Do brilho estonteante do sol
Da serena quietude do mar
Da metamorfose primaveril
Sê testemunha das lágrimas que secaram
Do acordar renascido do meu ser
Do vibrar do meu coração
Do galopar premente do meu corpo
Do renascer de uma nova sensação.
Sê testemunha de um novo amanhecer.
( autora Liliana Maciel)