quarta-feira, 26 de março de 2008

... hoje, dia do livro português

Será uma homenagem aos escritores nacionais, ou mais uma tentativa de colocar os portugues a ler?
Se é verdade que Portugal sempre esteve no topo da literatura mundial, não e menos verdade que os portugueses são dos que menos leem, pelo menos, na Europa! Será isso apenas uma contradição, ou uma vergonha? E aqueles que ainda mantêm bons hábitos de leitura, porque preferem autores estrangeiros?
Pena este dia não passar de mais um dia, mais uma data!...

3 comentários:

Anónimo disse...

"ONDE CRESCEM OS LIVROS?.....

Por ironia, a primeira crónica de Calgary é oriunda de Portugal onde me encontro a matar saudades. (Como se porventura as saudades pudessem ser aniquiladas para não mais nos inquietar.)

Aproveitei esta viagem para visitar a minha primeira biblioteca e reacender memórias dos princípios dos anos setenta. A biblioteca Ferreira de Castro, em Ossela, terra berço de meu pai, está situada no concelho de Oliveira de Azeméis. Na minha meninice a biblioteca era paragem obrigatória na viagem de regresso a Vale de Cambra, no vale adjacente, a seis km de distância, e após a visita semanal aos avós paternos; (assim como uma breve paragem para colher agriões silvestres num lameiro vizinho e, quando em estação, morangos e amoras pelo caminho).

Recordo-me da primeira visita à biblioteca.

Ao entrar pelo edifício ainda com o exterior em fase de acabamento, o formigueiro na pele reflectia a excitação pela promessa mítica de uma instituição das grandes cidades finalmente chegada à aldeia com o lustro e a imponência de um edifício fresco. A própria palavra biblioteca antevia algo erudito, raro e fascinante. No seu interior encontravam-se diversas estantes metálicas dispersas por quatro cantos e ainda em processo de montagem. Ao entrar na sala da colecção recordo-me do eco do silêncio, o que até então só lembrava o da igreja, lugar de veneração. A luz era ténue e escoava da sala vizinha. Livros cresciam das estantes em números nunca dantes imaginados. A abundância de cores inundava os sentidos. O sabor do papel povoava o ar. A água crescia na boca.

O piso superior albergava uma exposição permanente sobre o recentemente falecido Ferreira de Castro. As memórias de livros em expositores de vidro, como de borboletas exóticas se tratassem, sobrevivem. Edições em inúmeras línguas indecifráveis, desde as escandinavas até às dos países de leste.

Os primeiros livros que me acompanhariam à saída seriam os da escritora britânica Enid Blyton, da série dos Famosos Cinco. No bolso dos calções alojava-se um orgulhoso cartão de utente e que se a memória não me trai residia na meia centena. A veneração pelos livros amadureceu nessas visitas, no refugio desse silêncio. Essas sementes germinaram no breu de uma sala que hoje me parece minúscula mas que de forma miraculosa me abriria as portas do mundo."

paulo da costa

jp_rio disse...

Estou admirado com a diversidade de assuntos que este nosso amigo tem no seu blogue... Ainda nem tive tempo de ler tudo :) Mas não entendo uma coisa... porque as pessoas não estão debatendo os assuntos, discutindo, procurando soluções? Vale a pena tentar...
Outro dia passo aqui com mais tempo, para participar... me aguardem.
Boa semana para todos.

solange disse...

ola
gostei deste tema, eu considero-me "uma devoradora de livros" :),é pena os meus filhos nao terem herdado esse gosto, teriam muitos para ler, mas enfim... nao se pode ter tudo. hoje em dia as escolas vao incentivando os jovens a ler e depois a fazer uma exposiçao do livro, é muito bom isso, é pena nao ser desde o inicio escolar. hoje em dia os jovens passam o tempo agarrados a um computador e se precisam de uma pesquisa é mais rapido, ja nao perdem tempo a procurar em livros.
eu tentei muitas vezes levar os meus filhos a lerem, mas desinteressam-se logo, antigamente via-se muito as bandas desenhadas, ate esses estao a desaparecer.
o que os computadores fazem.......