terça-feira, 21 de julho de 2009

… pequenos grandes passos

Enquanto que uns temiam a chagada do ano 2000, outros nunca desistiram de avançar, a cada minuto, rumo ao desconhecido. Esse famoso dia 20 de Julho de 1969, e bem exemplo disso...
Quando se fala nessa data, o que é que nos vem à memória? – Lua... O Homem pela primeira vez na Lua... É verdade! O mais famoso pequeno passo de sempre celebrou ontem 40 anos. Naquele dia, o americano Neil Armstrong desceu do módulo lunar Eagle e pisou a Lua, abrindo novos horizontes, não só para toda a comunidade científica, como para toda a humanidade.
Exactamente no mesmo dia, e talvez à mesma hora, em Portugal, uma equipa médica liderada pelo cirurgião Linhares Furtado efectuava um transplante renal com dador vivo. – “Foi realizado em condições inimagináveis hoje em dia; (...) por exemplo, com ausência de climatização na sala de operações.”- disse o cirurgião-geral dos HUC.
Iniciou-se nesse dia, mais uma longa caminhada... Era importante salvar vidas, mas antes disse era necessário haver dadores. E a partir daí, com ou sem campanhas de sensibilização, conseguiu-se que o povo português desse o segundo passo. A sua generosidade não tem limites... os dadores foram surgindo, e as cirurgias acontecendo.
Portugal é o segundo país do mundo com mais doações de órgãos por milhão de habitantes (26,7), ajudando a salvar vidas não só dentro, como além fronteiras.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

... simplesmente o maior da pop

Todos o conheceram, muitos o invejaram, o quiseram explorar, até o condenaram... Muita suspeição houve, mas as provas não apareceram. Acabou por ser absolvido, mas não conseguiu evitar a perda que quase todo seu património.
Quando estava pronto a regressar a Londres, um dos maiores, senão o maior palco da Pop em todo o mundo, para uma série de inúmeros concertos, eis que o coração o trai. Stress? Ansiedade? Excesso de medicação? Não importa... Fiquei surpreso com a notícia, e agora, como fã incondicional que sou, só quero recordar o que de bom nos mostrou: respeito pelo meio ambiente, luta pela paz, ajuda às crianças necessitadas em todo o mundo, enfim... ele sempre procurou um planeta Terra melhor.
Fica aqui a Homenagem....


quarta-feira, 27 de maio de 2009

... menina da ria



Que sou um apaixonado por esta bela cidade de Aveiro, já vocês sabem... Mas que ela tem um amante em terras transatlânticas, poucos terão conhecimento. É verdade! Tão grande é esse amor, que mereceu até uma homenagem... E eu, como aveirense, só tenho que me render às lindas palavras, vindas da Bahia, pela voz do ilustre Caetano Veloso:

Menina da Ria

Uma moça
De lá do outro lado da poça
Numa aparição transatlântica
Me encheu de elegante alegria
(Ai, Portugal, ovos moles, Aveiro)
Menina da Ria
Menina da Ria
Menina da Ria

E uma preta
(Parece que eu estou na Bahia)
Tão Linda quanto ela, dizia
No seu português lusitano:
“Pode o Caetano tirar uma foto?”
Menina da Ria
Menina da Ria
Menina da Ria

Arte Nova, um prédio art-nouveau numa margem
Em frente à marina-miragem:
Os barcos na Ria. E depois

Uma taça sobre o pubis glabro, um estudo
Nenhum descalabro se tudo
É sexo sem sexo em nós dois
Menina da Ria
Menina da Ria
Menina da Ria

sábado, 7 de março de 2009

... polémico vieira

Nas comemorações dos 400anos do nascimento do ilustre "imperador da língua portuguesa", o tema é António Vieira e o futuro da lusofonia.
Assim como Camões e Fernando Pessoa, o Padre António Vieira é também um mentor incontornável da tão portuguesa aspiração ao todo e à universalidade.
Foi um homem do presente e, por isso, interveio nas questões do seu tempo. Mais do que isso, levantou, como se diria hoje, várias problemáticas na agenda politico-social da sua época.
A Índia desejada e o Paraíso perdido encontram-se depois de longas viagens, cruzando a linha equatorial com caravelas, quase naufragadas nas tempestades e na bonança do mar, na fome e nas doenças no sangue quase anémico dos marinheiros. Desesperados e desiludidos passam os dias, mas para chegar a terra prometida nenhum sofrimento e grande e nenhuma solidão tem fim.
Tantas eram as desgraças neste novo mundo, que a pergunta se este mundo era mais digno do riso ou de lágrimas tornou-se numa causa óbvia. Para o padre Vieira as lágrimas mais salgadas e ardentes eram as lágrimas da ignorância, da cobiça e da luxúria, que já inundaram toda a terra, uma chuva tropical, súbita e grossa, que vai e volta num círculo vicioso sobre serra e selva, até hoje.
A primeira e maior lágrima que abrange todas as lágrimas humanas é a lágrima da ignorância, que não é a lágrima pelos que não sabem, mas sim pela gente que não quer saber. Não e a lágrima pelos que querem e não podem, mas a lágrima pelos que podem muito e querem tudo para si.
Choram os ignorantes todos os dias? Não, eles só choram todos os 4 anos e lamentam e pedem e rasgam os joelhos nos tapetes orientais das mansões que ficam longe das favelas. Assim, a segunda lágrima é a primeira lágrima dentro da lágrima da ignorância, porque a cobiça nunca desapareceu destas florestas, nunca morreu na seca do sertão.
A terceira lágrima, uma das grandes lágrimas de Vieira, era a lágrima pela luxúria, que ocupou tanto o seu ofício na Ilha do Brasil, onde esta flor estranha tem tanta razão. Porque e impossível fugir da luxúria nos trópicos, onde a natureza inteira, as formas, cores, cheiros e movimentos invadem e dominam todos os sentidos e onde a maior felicidade é a celebração universal da luxúria, o Carnaval. Nesta Ilha, cercada de águas salgadas
...

(incompleto)

quinta-feira, 5 de março de 2009

... primeiras palavras de 2009

Completado um ano, um mês, e alguns dias, desde a criação deste blogue, e deparado com a ausência de palavras para o actualizar, nos últimos meses, vejo-me quase na obrigação de voltar a dedicar algum tempo a escrita que há mais de um ano se tornou minha companheira e confidente.
Muitos foram aqueles que se interessaram por alimenta-la ou provoca-la, com os seus comentários. Outros há que apenas gostaram de passar os olhos por algumas das suas palavras. A esses também agradeço as suas visitas, assim como continuo com o convite de continuarem por aí, acompanhando e comentando sempre que acharem interessante ou oportuno.

No início, estava eu naquele quartinho, em Harlesden/Londes com vontade de voltar à minha cidade natal, cansado do inverno rigoroso e da solidã0 britânica...
Agora, num apartamento à beira-mar, volto a este mesmo blogue, relembrando tudo o que passei, tudo o que fiz e que me fizeram, apenas as coisas boas... E as saudades são muitas - da cidade, dos amigos, até dos trabalhos e daquela rotina agitada...
Muita coisa aconteceu com este meu regresso a Portugal... Muitas mudanças em pouco tempo. Cheguei por momentos a arrepender-me de ter voltado. Mas agora, alimentado coragem de querer enfrentar mais alguns desafios, voltei a estudar, à noite, e estou a trabalhar durante o dia. É perto do mar que moro, e é nele que encontro a minha paz. Ainda que a temperatura não permita ir a banhos, só de o poder ver todos os dias já e maravilhoso... ... o suficiente para continuar a viver, com alegria e determinação